Ginecologia e Cirurgia · CRM-DF 14030
Cólica forte não é normal. A endometriose é uma doença inflamatória crônica que pode ser controlada quando é diagnosticada e acompanhada de perto.
Na endometriose, um tecido parecido com o endométrio, a camada que reveste o útero por dentro, cresce fora do útero. Os locais mais comuns são ovários, peritônio, ligamentos atrás do útero, intestino e bexiga.
Esse tecido provoca inflamação a cada ciclo, o que explica a dor e, em alguns casos, as aderências e a dificuldade para engravidar. Como muitas mulheres aprendem que cólica forte é normal, o diagnóstico costuma levar anos.
1 Focos de endometriose no peritônio e nos ligamentos atrás do útero
2 Endometrioma: cisto de endometriose no ovário
3 Focos na superfície do ovário e da trompa
Cólica menstrual intensa ou que piora com o passar dos anos
Dor pélvica crônica, fora da menstruação
Dor durante ou depois da relação sexual
Dor para evacuar, diarreia ou sangue nas fezes durante a menstruação
Dor ou sangue na urina durante a menstruação
Dificuldade para engravidar
Cansaço persistente
A intensidade da dor nem sempre corresponde à extensão da doença: há casos leves com muita dor e casos extensos com poucos sintomas.
O diagnóstico começa na consulta, com a história dos sintomas e o exame ginecológico. Em seguida, os exames de imagem mapeiam onde estão os focos:
Ultrassom transvaginal com preparo intestinal, feito por profissional treinado para mapeamento de endometriose
Ressonância magnética da pelve com protocolo para endometriose
Esses exames permitem planejar o tratamento sem precisar de cirurgia apenas para diagnosticar, na maior parte dos casos.
O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da localização da doença e do desejo de engravidar.
Medicamentos hormonais que reduzem a atividade da doença e controle da dor. Pode ser combinado com fisioterapia pélvica e atividade física. É a primeira opção para a maioria das pacientes.
Remoção dos focos de endometriose por pequenas incisões. Indicada quando a dor não melhora com o tratamento clínico, em endometriomas maiores, quando há comprometimento de intestino, bexiga ou ureter, e em algumas situações de infertilidade.
Quando há desejo de gravidez, o plano considera idade, reserva ovariana e extensão da doença. Em alguns casos, a indicação é encaminhar para reprodução assistida.
Na videolaparoscopia, a alta costuma ocorrer em 24 a 48 horas. Atividades leves geralmente são retomadas em 1 a 2 semanas e esforço físico após liberação médica. O tempo varia conforme a extensão da cirurgia, principalmente quando há abordagem intestinal.
A endometriose é uma doença crônica. Mesmo após a cirurgia, o acompanhamento regular ajuda a manter os sintomas sob controle.
Endometriose tem cura?
É uma doença crônica. O tratamento controla os sintomas e a progressão, e muitas pacientes passam longos períodos sem dor. O acompanhamento contínuo é parte do tratamento.
Quem tem endometriose consegue engravidar?
Muitas mulheres com endometriose engravidam naturalmente. A doença pode dificultar a gravidez em parte dos casos, por isso o desejo de engravidar entra no planejamento desde a primeira consulta.
Ultrassom comum mostra endometriose?
O ultrassom de rotina pode não mostrar a doença. Para investigar endometriose, o indicado é o ultrassom transvaginal com preparo intestinal ou a ressonância magnética com protocolo específico.
Afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva
Diagnóstico por exame clínico e imagem com protocolo específico
Tratamento clínico na maioria dos casos
Cirurgia por videolaparoscopia em casos selecionados
Consulta presencial na Asa Sul ou teleconsulta. Atendimento particular e por alguns convênios: confirme o seu pelo WhatsApp.
Ginecologista e obstetra com atuação em endometriose, mioma uterino e cirurgia ginecológica minimamente invasiva.
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