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Cirurgia robótica

Cirurgia robótica ginecológica em Brasília

A cirurgia robótica une as pequenas incisões da videolaparoscopia a uma visão 3D ampliada e instrumentos articulados. O Dr. Marcos Dib realiza cirurgias ginecológicas com plataforma robótica e indica a técnica quando ela traz benefício real para o seu caso.

Como funciona

O cirurgião fica em um console dentro da sala cirúrgica e comanda os braços robóticos com as mãos e os pés. Os movimentos são reproduzidos pelos instrumentos dentro do abdome, que entram por pequenas incisões, como na videolaparoscopia.

Visão 3D em alta definição, ampliada e controlada pelo próprio cirurgião

Instrumentos articulados, que dobram como um punho e alcançam áreas de difícil acesso na pelve

Filtro de tremor e escala de movimento, que deixam gestos finos mais estáveis

Um segundo cirurgião ao lado da paciente durante toda a cirurgia, como exige o CFM

Robótica, videolaparoscopia e cirurgia aberta

As três técnicas tratam as mesmas doenças. O que muda é o acesso, a visão do cirurgião e a recuperação.

Cirurgia aberta

Acesso: Corte no abdome, em geral de 10 a 15 cm

Visão do cirurgião: Direta, sem ampliação

Instrumentos: Manuais

Internação: 2 a 4 dias

Retorno às atividades leves: 4 a 6 semanas

Melhor uso: Úteros muito grandes ou situações específicas

Custo e cobertura: Coberta pelos planos

Videolaparoscopia

Acesso: 3 a 4 incisões de 5 a 10 mm

Visão do cirurgião: 2D no monitor, câmera segurada por um auxiliar

Instrumentos: Retos e rígidos, com movimentos limitados

Internação: 24 a 48 horas

Retorno às atividades leves: 1 a 2 semanas

Melhor uso: A maioria das cirurgias ginecológicas

Custo e cobertura: Coberta pelos planos

Cirurgia robótica

Acesso: 3 a 5 incisões de 8 a 12 mm

Visão do cirurgião: 3D ampliada, câmera controlada pelo cirurgião

Instrumentos: Articulados, com movimento de punho e filtro de tremor

Internação: 24 a 48 horas

Retorno às atividades leves: 1 a 2 semanas

Melhor uso: Casos complexos: endometriose profunda, miomas múltiplos, aderências

Custo e cobertura: Custo maior; cobertura varia conforme o plano e o hospital

Os prazos são médias e variam conforme o procedimento e a recuperação de cada paciente.

Quando a robótica faz mais diferença

Em cirurgias simples, a videolaparoscopia convencional costuma ter resultados semelhantes. A robótica traz mais vantagem quando a cirurgia exige dissecção delicada ou muitos pontos:

Endometriose profunda, com comprometimento de intestino, bexiga ou ureter

Miomectomia com miomas múltiplos ou grandes, que exige sutura cuidadosa do útero

Histerectomia em útero volumoso

Aderências por cirurgias anteriores

Pacientes com obesidade, em que a visão e o alcance dos instrumentos fazem diferença

A escolha da técnica é feita depois da avaliação e dos exames. Quando a videolaparoscopia convencional resolve bem o caso, ela também é uma ótima opção.

Procedimentos ginecológicos por robótica

Histerectomia robótica

Retirada do útero com pequenas incisões, indicada em miomas, adenomiose e sangramentos que não respondem ao tratamento clínico.

Miomectomia robótica

Retirada dos miomas preservando o útero, com sutura precisa da parede uterina, importante para quem deseja engravidar.

Cirurgia de endometriose

Remoção dos focos de endometriose, inclusive em locais de difícil acesso, como ligamentos, intestino e bexiga.

Cistos de ovário complexos

Retirada do cisto com preservação do tecido ovárico saudável.

Segurança e regulamentação

No Brasil, a cirurgia robótica é regulamentada pela Resolução CFM nº 2.311/2022. Ela exige que o cirurgião tenha título de especialista na área e treinamento específico em robótica, que a equipe tenha dois cirurgiões e que o procedimento seja feito em hospital de alta complexidade com serviço de cirurgia robótica.

Dúvidas frequentes

O robô faz a cirurgia sozinho?

Não. O robô é um instrumento. Todos os movimentos são comandados pelo cirurgião no console, com outro cirurgião ao lado da paciente durante todo o procedimento.

A cirurgia robótica é melhor que a videolaparoscopia?

Depende do caso. Nas cirurgias complexas, a visão 3D e os instrumentos articulados ajudam na precisão. Nas cirurgias mais simples, os resultados costumam ser semelhantes. A indicação é individual.

O plano de saúde cobre cirurgia robótica?

A cobertura varia conforme o plano, o contrato e o hospital. Na consulta, o caso é avaliado e você recebe as informações para consultar o seu plano.

Como é a recuperação?

Semelhante à da videolaparoscopia: alta geralmente em 24 a 48 horas e retorno às atividades leves em 1 a 2 semanas, conforme o procedimento.

Resumo

O robô não opera sozinho: o cirurgião controla cada movimento

Visão 3D ampliada e instrumentos com movimento de punho

Mais vantagem em casos complexos, como endometriose profunda e úteros volumosos

Regulamentada pela Resolução CFM nº 2.311/2022

Vídeos sobre o tema

Explicações do Dr. Marcos no YouTube.

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Dr. Marcos Dib

Ginecologista e obstetra com atuação em endometriose, mioma uterino e cirurgia ginecológica minimamente invasiva.

CRM-DF 14030 · RQE 7551 · RQE 8772

Consultório

Clínica Mabella – Centro Clínico Advance
SGAS 915, Lote 70A, Sala 203
Asa Sul, Brasília – DF, 70390-150

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